SENADO APROVA REGULAMENTAÇÃO DE ENERGIA EÓLICA OFFSHORE
Gühring
Aprovação do Projeto irá viabilizar investimentos no setor eólico em alto-mar
O Brasil possui um dos maiores potenciais do mundo para a geração de energia eólica offshore, com mais de 1.200 GW disponíveis, de acordo com estudo do Banco Mundial. Segundo o Global Wind Energy Council (GWEC), cada GW instalado representa um investimento de €2,5 bilhões na economia brasileira.
O Senado Federal aprovou, no dia 12 de dezembro de 2024, o texto-base do Projeto de Lei (PL) nº 576/2021, que regulamenta a exploração de energia eólica offshore no Brasil. O projeto estabelece um marco regulatório para viabilizar investimentos no setor eólico em alto-mar, considerado essencial para a transição energética.
A aprovação do Projeto vai ainda auxiliar o Brasil no cumprimento de seus compromissos climáticos firmados na COP 28. Além disso, vai impulsionar a neoindustrialização verde no país, que exigirá uma maior produção de energia renovável, que pode ser fornecida por parques eólicos offshore, devido à sua escala.
O mercado interno tem grande potencial de crescimento da demanda por energia renovável para viabilizar a descarbonização de grandes consumidores em setores como mineração, fertilizantes, SAF, hidrogênio e combustível marítimo.
Mas quando veremos eólicas na costa brasileira? A entrada em operação dos primeiros projetos no mar só poderá ser vista a partir do início da próxima década, devido ao longo ciclo de desenvolvimento de um projeto de eólica offshore, que pode durar de 7 a 10 anos, desde o planejamento inicial até o início da operação. Por exemplo, após a aprovação do projeto, o processo de obtenção de licenças e o engajamento das instituições pode levar até cinco anos.
O marco aprovado no Senado permite o estabelecimento de uma cadeia de suprimentos local robusta nos próximos anos. À medida que o setor eólico offshore cresça no país, essa cadeia será capaz de fabricar componentes de turbinas eólicas, cabos e outros materiais essenciais. Entre as indústrias e fabricantes que terão a oportunidade de se desenvolver no Brasil, destacam-se as indústrias naval, portuária, siderúrgica, e outras tecnologias relacionadas.
(fontes: Abeeólica/Mattos Filho)