ECONOMIA BRASILEIRA SEGUE EM BOM RITMO DE CRESCIMENTO
Gühring
Economia brasileira segue em bom ritmo de crescimento
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a economia brasileira cresceu 4% no terceiro trimestre de 2024, ante o mesmo período do ano passado. Entre julho e setembro, a economia cresceu 0,9% resultado pouco superior à alta de 0,8% projetada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O PIB totalizou R$ 3,0 trilhões neste mesmo período.
Nesse cenário, a CNI pode revisar para cima – ainda que de forma modesta – a projeção de crescimento do PIB para 2024, atualmente em 3,4%. O resultado mostra que a atividade econômica continua em patamar elevado, ainda que tenha desacelerado frente à alta de 1,4% no 2º trimestre.
Entre os segmentos econômicos, o de serviços foi o que mais se destacou no período. Segundo o IBGE, registrou alta de 0,9%. Em seguida, veio a indústria, que cresceu 0,6%. A indústria de transformação (que transforma matéria-prima em um produto final) aumentou 1,3% e foi integralmente responsável pelo desempenho positivo do setor, uma vez que as indústrias extrativa, de eletricidade, gás, água e esgoto e de construção recuaram 0,3%, 1,4% e 1,7%, respectivamente
O crescimento do PIB da indústria merece destaque na visão da CNI, já que o setor provoca forte encadeamento na cadeia produtiva, além de pagar salários maiores em relação aos outros setores, e investir mais em inovação, pesquisa e desenvolvimento.
Nesse trimestre, os destaques foram o crescimento da indústria de transformação, que chega ao quinto trimestre consecutivo sem resultados negativos; a contínua recuperação do investimento, com ritmo superior ao do PIB, caracterizando uma alta da taxa de investimento; a força do consumo, que seguiu em crescimento; e a contribuição externa negativa.
O PIB da indústria de transformação cresceu 1,3% no 3º trimestre de 2024, após alta de 2,0% no 2º trimestre e de 1,1% no 1º trimestre. O segmento iniciou uma trajetória de crescimento no terceiro trimestre de 2023 e, desde então, acumulou crescimento de 5,0%. Para a CNI, o crescimento é explicado pelo bom desempenho da produção de bens de capital e bens de consumo. (fonte: CNI)