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Deloitte prevê retomada do crescimento em 2017

12/12/2016

40% dos entrevistados afirmam que suas empresas investirão em máquinas e equipamentos

Após um período conturbado de dois anos, com crises nos campos econômico e político, gestores de empresas no Brasil começam a melhorar suas expectativas em relação aos negócios e apontam para um cenário mais positivo a partir do ano que vem. É o que mostra a pesquisa inédita Agenda 2017, realizada pela Deloitte com a participação de 746 organizações, das quais 25% estimam apurar receitas líquidas acima de R$ 1 bilhão até o término de 2016 e 32% são controladas por grupos estrangeiros.

De acordo com o levantamento, a soma das receitas líquidas previstas por todas as organizações participantes deve chegar a R$ 1,739 trilhão em 2017, valor nominal 8,3% maior que o R$ 1,606 trilhão esperado para 2016. Como referência, este último valor é equivalente a pouco mais de um quarto do PIB (Produto Interno Bruto) estimado pelo Banco Central do Brasil (BCB) para o período de 12 meses encerrados em setembro passado (R$ 6,1 trilhões). A alta de 8,3% deve ficar, portanto, acima da inflação esperada em cerca de 5% para o ano que vem, segundo estimativas do relatório Focus, do BCB.

Já em relação aos investimentos a serem realizados pelas empresas, os gestores preveem uma retomada gradual: para 2016, a expectativa, segundo a mediana das projeções – medida de tendência central, que elimina respostas extremas –, é de expansão de 4% ante 2015; já o percentual de alta esperado para 2017 passa para 5%.

Entre as empresas que estão propensas a investir em 2017, algumas alternativas aparecem como prioritárias. O lançamento de novos produtos ou serviços foi o objetivo mais citado (com 48%) pelos entrevistados; seguido por substituição de máquinas e equipamentos (40%). A ampliação de pontos de venda foi citada por 17% dos respondentes, seguida por ampliação do parque fabril (14%). A aquisição de empresas (13%); a participação em licitações ou privatizações (9%); e a abertura de novas unidades (6%) também aparecem como destino de investimentos. Os itens aquisição de produtos ou marcas de outras empresas e participação em concessões públicas aparecem com 5% das citações, cada.

“Um dado interessante da pesquisa é o que mostra que 40% dos entrevistados afirmam que suas empresas investirão na substituição de máquinas e equipamentos. Isso é resultado de um longo período de contenções, em que as companhias aplicaram seus recursos na melhoria da gestão operacional, com o objetivo de garantir sustentabilidade em um momento de instabilidade econômica”, diz Othon Almeida, sócio-líder da área de Market Development da Deloitte. (Fonte: Consultoria Deloitte)