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Ferramentas PCD seguem a tendência do alumínio

01/10/2018

Durabilidade pode superar até 100 vezes ferramentas com outros materiais

Nos últimos anos, o setor automotivo vem substituindo os motores fabricados com ferro fundido por peças de alumínio. Foi nesse mercado que as ferramentas de Diamante Policristalino, ou PCD, como são conhecidas, começaram a ganhar mais espaço no Brasil e no mundo. A Gühring tem um leque de ferramentas PCD, como fresas, brocas, alargadores, insertos, entre outros, que são a solução ideal para máquinas que executam usinagem de maior complexidade e materiais altamente abrasivos.
Segundo Neider Soares, coordenador de engenharia da Gühring Brasil, o PCD é especialmente apropriado para operações de furação, fresamento e alargamento de materiais não ferrosos. “Tais atributos fazem com que as empresas adotem o PCD com o objetivo de aprimorar a qualidade, aumentar a produtividade e a competitividade, sem comprometer a qualidade final dos produtos”. 
 
Para o engenheiro, poder utilizar apenas ferramentas em PCD seria o ideal. Ele explica que a durabilidade pode superar em até 100 vezes ferramentas com outros materiais e alcançar velocidades de operação muito superiores. Soares cita um caso em que ele mesmo foi o responsável por levar a linha standard de PCD da Gühring para um cliente do setor de autopeças que iniciava a produção neste segmento. “Com a substituição da ferramenta do concorrente, reduzimos o tempo de operação em 15% e aumentamos a projeção da vida útil da ferramenta em 50%”, ressalta.
 
Ele lembra que o desenvolvimento do diamante sintético foi iniciado pela Gühring ainda na década de 80, ao vislumbrar a necessidade de ferramentas com maior dureza para usinagem de materiais mais resistentes que começavam a ser desenvolvidos. Atualmente eles já são realidade não só nas fábricas de automóveis, mas também no setor de auto peças, engenharia geral e aeroespacial. “Hoje o consumo de ferramentas PCD continua com o mercado em crescimento e não vai demorar para vermos mudanças mais significativas, quando o alumínio extrapolar os blocos e cabeçotes de motor, chegando aos chassis e a outras aplicações estruturais dos veículos”, comenta Soares.
 
Segundo o engenheiro, a indústria aeroespacial, que utiliza titânio, alumínio e materiais sintéticos com fibra de carbono, por exemplo, também tem ampla aplicação para o PCD. Neste segmento as ligas de alumínio e os compósitos já são bastante conhecidos dos projetistas para o uso do PCD. “Para se ter ideia, 80% de um Boeing 737, um dos jatos comerciais mais vendidos no mundo, é construído com alumínio”, diz. Para Soares, a procura por ferramentas especiais continuará em crescimento e isso não deve mudar no médio prazo, com o aumento da demanda por usinagem de alumínio em outros setores da indústria.