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Uma ótima safra de ventos

01/10/2018

No Nordeste a energia eólica atende 75% da demanda

A energia eólica vem registrando um crescimento consistente no Brasil nos últimos oito anos e já chega a atender até 13% do Sistema Interligado Nacional – SIN. O dado consta do último boletim mensal de dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). No caso específico do Nordeste, os recordes de atendimentos de carga já ultrapassam os 70%. O dado mais recente de recorde da região é do último dia 13 de setembro, uma quinta-feira, quando 75% da demanda foi atendida pela energia eólica. Em média, no ano passado, 7,4% de toda a geração injetada no SIN vieram de eólicas que chegaram a abastecer mais de 10% do país em agosto e setembro - meses que fazem parte do período chamado de “safra dos ventos”.
 
O Nordeste brasileiro tem um dos melhores ventos do mundo para a produção de energia eólica, com uma produtividade que é cerca do dobro da média mundial. Além disso, durante o período que o setor de energia eólica chama de “safra dos ventos” e que vai de junho a novembro, a produtividade é ainda maior. Na média, o fator de capacidade mundial está em torno de 25% e, na época da “safra dos ventos”, o fator de capacidade médio mensal pode ultrapassar os 60% no Nordeste ou até mais de 70% como no caso destes recordes. “Estes dados e mais o crescimento da capacidade instalada de energia eólica explicam os recordes frequentes que costumamos ver nesta época do ano”, explica Elbia Gannoum, presidente Executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).  
 
Segundo a entidade, o Brasil tem hoje mais de 13,4 gigawatts (GW) de capacidade instalada, em mais de 535 parques e mais de 6.600 aerogeradores em operação. Nos primeiros sete meses do ano de 2018, esta estrutura gerou uma quantidade de energia 17,8% que o gerado no mesmo período do ano passado, de acordo com dados consolidados do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
 
A Câmara contabilizou 518 usinas eólicas em operação comercial no país, ao final do primeiro semestre, somando 13.180,7 megawatts (MW) de capacidade instalada, incremento de 19,8% frente aos 11.001 MW de capacidade das 435 unidades geradoras existentes um ano antes.
   
As usinas movidas pela força do vento somaram 4.098 MW médios entregues entre janeiro e junho frente aos 3.534,5 MW médios gerados no ano passado. A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 6,5% em 2018. A fonte hidráulica (incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs) foi responsável por 76,5% do total e as usinas térmicas responderam por 17%. (fonte: Abeeólica/AgBrasil)