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Indústria aposta no revigoramento do setor produtivo

29/12/2018

Expectativas da CNI são grandes para a indústria brasileira

A perspectiva de adoção de medidas que contribuam para revigorar o setor produtivo brasileiro e fomentar o crescimento sustentado do país é fonte de grandes expectativas para a indústria brasileira. De acordo com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, a chegada do novo governo, em janeiro, traz um horizonte positivo para mudanças e remoção de antigos entraves que freiam o desenvolvimento do Brasil. “Temos a expectativa de que o país vai mudar, que vai atrair mais empresas, ter mais investimentos e melhorar o ambiente de negócios”, afirmou.

Ao apresentar o caminho para revigorar o setor produtivo nacional, Andrade destacou a urgência da redução da burocracia e do Custo Brasil e da necessária melhora do cenário de grande insegurança jurídica para se investir e empreender. O presidente da CNI também avaliou que a indústria brasileira consegue ser produtiva e competitiva em muitas áreas, mas há desigualdades internas que precisam ser superadas.

Segundo Robson Andrade, a indústria será parceira na discussão e construção de propostas que contribuam para destravar o crescimento da economia. Sobre a contribuição da indústria para ampliar investimentos e disseminar a cultura inovadora, o presidente da CNI lembrou da atuação da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), que conta com a participação de 424 executivos da indústria.

A rede de Institutos SENAI de Inovação e de Tecnologia foi outra iniciativa destacada para contribuir para que o parque industrial nacional ande em compasso com o dos países mais desenvolvidos e competitivos. “Temos hoje a maior rede de laboratórios de inovação do Brasil, que é uma grande contribuição que temos dado para o desenvolvimento da indústria”, disse Andrade.

Também participou da abertura do debate o secretário-geral de Produtividade e Competitividade do futuro Ministério da Economia, Carlos da Costa. Ele analisou a trajetória negativa da produtividade da economia brasileira, que hoje representa 23% da dos Estados Unidos, e atribuiu o baixo desempenho ao fracasso de políticas recentes voltadas ao tema. “Nossa produtividade já foi 40% da americana. Hoje há 51 órgãos de governo lidando com produtividade, o que significa falta de produtividade e de efetividade da política”, analisou. (fonte: CNI)