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BNDES estima mais de R$ 1 trilhão em investimentos

08/10/2019

Os números consideram 19 setores da economia

 BNDES estima mais de R$ 1 trilhão em investimentos

Levantamento produzido por analistas setoriais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostra uma melhora das expectativas de investimentos no país para o quadriênio 2019-2022. A estimativa é de investimento total de R$ 1,1 trilhão no período para os setores mapeados (responsáveis por cerca de 25% da formação bruta de capital fixo da economia). Esse valor representa um aumento real de 2,7% em relação aos investimentos previstos no levantamento anterior para o quadriênio de 2018 a 2021.

Os números consideram investimentos apoiados e não apoiados pelo BNDES relativos a 19 setores, sendo 11 da indústria e oito da infraestrutura. No conjunto dos setores analisados, o boletim revela um crescimento real médio de 3,9% ao ano no período, puxado por uma aceleração do crescimento no final do quadriênio. O desempenho é bem superior às projeções atuais para o PIB do boletim Focus.

O resultado positivo é puxado principalmente pelos investimentos na indústria, com destaque para o segmento de Petróleo e Gás, impulsionado pela recuperação do preço do petróleo e pelos leilões de concessão ou de partilha de blocos exploratórios ocorridos em 2017 e no início de 2018.

No setor de Óleo e Gás, com a recuperação do preço do petróleo, o nível de atividade do setor começa a ser retomado de forma mais consistente em relação aos últimos anos. Como os projetos de exploração e produção de petróleo são de longa maturação, a maior parte dos investimentos decorrentes desses leilões deverá ocorrer depois de 2021. Para 2022, há uma expectativa de aceleração nos investimentos do setor.

Para o segmento Automotivo, em que pese o cenário de queda, os investimentos no setor continuam em um nível alto, com média anual de R$ 10 bilhões. Isso ocorre porque as empresas investem pesado em novos modelos ou na atualização de produtos. No segmento de veículos pesados (caminhões e ônibus), a mudança na regulação de emissões enseja investimentos.

O setor de alimentos é um dos mais dinâmicos da indústria brasileira. Para 2019, a expectativa é de 3,1% de aumento nos investimentos do setor, com cenário de crescimento acima de 4% nos três anos seguintes.

Na área de Papel e Celulose, o Brasil se mantém como maior produtor mundial de fibra curta de mercado (aproximadamente 40% do total), cuja demanda vem crescendo a 4,5% ao ano. Para os próximos anos, a expectativa é de implantação de projetos de celulose e de papel de grande porte da Suzano, Duratex e Klabin, que, em seu conjunto, representam cerca de R$ 20 bilhões em inversões. Esse valor deve manter o nível de investimentos no setor em patamares elevados.

A Siderurgia, no ano passado, foi marcada pelo crescimento do protecionismo no comércio internacional. Para este ano, a expectativa é de que os investimentos voltem ao patamar requerido para manutenção e modernização da capacidade instalada. A partir de 2020, a depender do crescimento econômico brasileiro, a expectativa é de uma volta dos investimentos em adição da capacidade.

A previsão de investimentos para o setor Aeroespacial é de R$ 9,1 bilhões, entre 2019 e 2022. Poderá sofrer alterações, em função da recente joint venture Boeing-Embraer, em processo de consolidação. Até o ano passado, a Embraer respondia por mais de 80% das projeções feitas para o setor. (Fonte: BNDEs)