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ABIMAQ propõe ações para o próximo governo

05/08/2018

Documento elenca ações para aumentar a competitividade da economia

‘Cartilha aos Presidenciáveis’: esse é o nome de batismo que a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), deu para sua agenda de propostas visando a retomada do crescimento econômico a partir do ano que vem. A elaboração do documento foi motivada pela necessidade de sensibilizar os candidatos
à Presidência da República sobre os instrumentos efetivos para alcançar e manter um crescimento sustentado, tão almejado pela nação que ainda está se recuperando
de uma das piores crises da sua história.

Os grandes players mundiais têm, cada um, um projeto de país e sua agenda macroeconômica visa obter e manter um crescimento sustentado. No Brasil, a estratégia não pode ser diferente. “É necessário que o país se empenhe em ter uma indústria de transformação robusta, diversificada e competitiva capaz de se destacar no cenário internacional, que, assim como ocorreu em muitas nações hoje desenvolvidas, garanta à sociedade brasileira desenvolvimento tecnológico, empregos de qualidade e renda digna”, ressalta João Carlos Marchesan, presidente da Abimaq.

Segundo o empresário, é preciso que o novo governo tome medidas urgentes no sentido de se organizar de forma a permitir o crescimento sustentado da economia de modo que a reversão da desindustrialização garanta emprego e renda para o cidadão. Para isso são necessárias ações que garantam a isonomia competitiva do setor produtivo, proporcionando ampliação de sua participação no mercado doméstico e internacional.

O documento da Abimaq elenca as ações necessárias para tirar o país dentre aqueles com alto grau de riscos de investimento. “O ambiente institucional brasileiro reduz
a eficiência de nossa economia por ser desfavorável ao empreendedorismo e à produção”, diz Marchesan.

Para melhorar este ambiente, condição necessária para o país retomar um crescimento sustentado a taxas iguais ou maiores da média mundial, é necessária, segundo
a entidade, a adoção das reformas estruturais: Tributária, Fiscal, Previdência, Monetária e Cambial, além de ser prioritária a criação de uma política industrial condizente
com a indústria brasileira de bens de capital mecânicos, que é o setor responsável pela difusão tecnológica em toda a cadeia produtiva, e que tem papel preponderante
no aumento da produtividade nos setores agrícolas, de serviço e industrial.

A indústria de máquinas e equipamentos é composta por cerca de 7.500 empresas, que pagam, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), um salário médio anual 40% acima do salário médio da economia e 30% acima ao salário médio pago na indústria de transformação para quase 300 mil funcionários empregados diretamente, além de ser responsável por outros mais de dois milhões de empregos mantidos nos setores que são induzidos pela sua demanda.

Juntas, as empresas de máquinas e equipamentos chegaram a faturar mais de R$ 120 bilhões em 2012, dos quais US$ 11 bilhões (ou R$ 21 bilhões) foram exportados, caindo, no ano passado, para quase R$ 70 bilhões, dos quais R$ 40 bilhões se destinaram ao mercado interno e US$ 9 bilhões (ou R$ 30 bilhões) à exportação.

“Seus produtos estão presentes em praticamente todos os setores da economia e, portanto, tem um efeito multiplicador muito importante para o país. A cada R$ 1 de demanda adicional de máquinas e equipamentos no Brasil, são gerados R$ 3,3 de produção no país, ou seja, para a demanda de R$ 70 bilhões em máquinas realizada em 2017 foram gerados na economia R$ 233 bilhões de produção”, observa Marchesan.