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ABIMAQ cobra planos de governo dos presidenciáveis

05/09/2018

A maioria dos candidatos não fala o que fará o Brasil voltar a crescer

“O Brasil está saindo, muito lentamente, da pior recessão de sua história, que cortou pela metade o faturamento de nosso setor ao longo dos últimos cinco anos, reduzindo margens das empresas, aumentando seu endividamento e destruindo empregos”. Essa é a opinião do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), João Carlos Marchesan.

Ele observa que esse início de recuperação se dá num contexto complicado, tanto no ambiente externo, que convive com a ameaça de aumento dos juros americanos e de guerras comerciais, quanto no ambiente doméstico, onde as incertezas da sucessão presidencial deprimem a atividade econômica.

Marchesan ressalta que a pouco menos de dois meses das eleições, a maioria dos candidatos ainda não apresentou seus planos de governo e muito menos o que pretende fazer para o Brasil voltar a crescer. “Falam, quando muito, em ajustar as contas públicas, o que, embora necessário, está longe de ser suficiente para a retomada do desenvolvimento”. Há quem defenda a abertura ampla, geral e irrestrita como remédio universal sem atentar ao fato de que a história econômica do mundo moderno mostra que os países que se desenvolveram e se tornaram ricos usaram e protegeram a indústria como ferramenta básica de seu modelo de desenvolvimento.

No documento da Abimaq, endereçado aos presidenciáveis, e em todos os fóruns onde a entidade atua, tem defendido um modelo de desenvolvimento baseado na produção de bens e serviços sofisticados. A condição necessária para tanto é o estabelecimento de um regime macroeconômico favorável à produção e ao investimento, que garanta inflação baixa e estável, câmbio competitivo ao longo do tempo, crédito abundante com juros reais compatíveis com nossos concorrentes internacionais.

Marchesan lembra que o saneamento das contas públicas e a reforma da Previdência se inserem nas medidas necessárias para isso, mas elas não garantem a retomada do crescimento. “Para voltarmos a crescer, precisamos da reforma tributária, da melhoria do ambiente de negócios, com a eliminação da insegurança jurídica, da simplificação das normas regulatórias e da retomada da capacidade de investimento do Estado”.

Os investimentos em infraestrutura e o aumento das exportações decorrentes de crédito adequado e câmbio competitivo serão os motores para a retomada do desenvolvimento, que permitirá o fortalecimento e a modernização da indústria de transformação. “Esse processo de reindustrialização deverá ter como paradigma o novo modelo de produção representado pela Indústria 4.0”, diz Marchesan. O comprometimento da Abimaq nos próximos anos está fundamentado na defesa desse modelo de desenvolvimento, sintetizado pela reindustrialização e que possibilita a inserção competitiva do Brasil na economia mundial. (Fonte: Abimaq)