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A força do alumínio

01/10/2018

O setor de transportes é o maior consumidor mundial do metal

O setor automotivo e, em especial, o de automóveis de passeio reservará cada vez mais espaço para o alumínio. “Trata-se de um metal com qualidades muito significativas para a indústria automobilística devido à sua leveza, maleabilidade, resistência à corrosão e reciclagem”, reconhece o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antônio Megale. “A busca por aumento da eficiência energética nos veículos é uma tendência para toda a cadeia automotiva e a utilização do alumínio nos produtos está atrelada a isso”, complementa.
 
Milton Rego, presidente-executivo da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), também nota a aproximação — inevitável — entre os setores. “A percepção da indústria automotiva sobre a importância da utilização do alumínio como impulsionador da eficiência de combustível nos veículos está totalmente consolidada”, explica. “A indústria do alumínio e os fabricantes de automóveis no Brasil precisam trabalhar juntos para incorporar novas soluções que possam trazer competitividade para toda a cadeia.”

O setor de transportes é o maior consumidor de alumínio do mundo. No Brasil, no entanto, o segmento ocupa a segunda posição. Nos Estados Unidos, estudos indicam que o consumo médio de alumínio nos veículos será de 250 kg em 2025. Na Europa, será de 180 kg até 2020. Enquanto isso, o veículo nacional hoje não chega a ter 100 kg do material. Ou seja, ainda temos muito que desenvolver.
 
A eficiência energética citada por Megale, da Anfavea, que exige menos consumo de combustível e menor emissão de poluentes, permeia cada vez mais a produção automotiva. Não por acaso: segundo dados da International Energy Agency (IEA), os meios de transporte são responsáveis por 22% de todo o CO2 gerado na Terra, gás responsável pelo efeito estufa.
 
Por isso, as montadoras atacam em várias frentes. Uma delas é o abandono dos propulsores movidos apenas por combustão, os quais, nos próximos anos, devem ser substituídos por opções híbridas ou 100% elétricas. Outra medida adotada é o uso de materiais mais leves. Nesses dois pontos reside um grande trunfo do alumínio.
 
Para se ter uma ideia, a aplicação do material permite reduzir em mais de 400 kg o peso de um automóvel médio. O alumínio é 2/3 mais leve que o aço. Um estudo da Aluminium Association aponta que cada 10% de peso que um veículo perde representa um aumento de 5% a 10% em sua eficiência energética. Diante disso, a quantas anda a aplicação do alumínio na indústria automobilística nacional?
 
Chama atenção a maior aplicação deste metal nos itens longitudinais da carroceria dos automóveis, por meio de peças extrudadas – barras, longarinas, travessas etc, principalmente nos utilitários esportivos ou SUVs.  “A fabricação de blocos de motores de alumínio passou a ser uma tendência que rapidamente se generalizou entre as diversas montadoras nacionais”, confirma o presidente da Anfavea. Em motores, em substituição ao ferro fundido, o alumínio propicia conjuntos mais compactos, eficientes e econômicos.
 
Exemplo disso é a Volkswagen que, em 2013, lançou no Brasil o motor 1.0 com 3 cilindros da família EA211, usado em modelos como Fox e Up. Com bloco e cabeçote de alumínio, ele tinha 29 kg a menos que seu antecessor, de ferro fundido. Além disso, gera 82 cv de potência máxima contra 76 cv do antigo. Segundo a Volkswagen, consome 16% menos combustível. (Fonte: Revista Alumínio/Abal)