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REVOLUÇÃO NO MUNDO DA PRODUÇÃO


A quarta revolução industrial vai fundir o mundo real com a realidade virtual

 web revolution

Enquanto países como a Alemanha já estão mais avançados no processo de desenvolvimento da Indústria 4.0 – que corresponderá à 4ª Revolução Industrial­, o Brasil precisa, ainda, promover o processo de construção de uma agenda competitiva para o futuro. A conclusão é do professor Carlos Arruda, coordenador do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral (FDC). Para o acadêmico, “existe uma grande dificuldade em convencer nossas empresas a não só inovar, mas inovar olhando para o futuro. Inovamos no Brasil com o olhar para o passado. Inovamos pensando em minimizar perdas de vantagens comparativas e não em ter vantagens competitivas”.

A alcunha Indústria 4.0 é germânica. Os alemães usam o termo em função das três revoluções industriais já existentes. Essa atual, a quarta, é a fase em que as máquinas, baseadas em sistemas ciber-físicos, começam a tomar decisões de quando ligar, desligar, acelerar ou reduzir a produção no ambiente da manufatura. Enquanto os alemães chamam isso de indústria 4.0, os americanos e os chineses chamam de manufatura avançada.

Na fábrica inteligente, trabalhadores, máquinas, produtos e matérias-primas se conectam e se comunicam em período integral, de forma tão natural quanto pessoas numa rede social.  Para Jefferson Gomes, diretor do Senai/SC e professor do Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA), o setor automotivo vai ser necessariamente o mais adiantado no assunto. Como há muita gente trabalhando no segmento automotivo, temos a chance de transbordar isso para outros setores, como óleo e gás, o subsea (plataformas subaquáticas) e a aeronáutica. “A cadeia aeronáutica, por exemplo, tem um forte conteúdo nacional. Nosso programa aéreo nos permite desenvolver tecnologia para o próprio setor e seus adjacentes. Consequentemente, é uma grande oportunidade para aplicar conceitos de manufatura avançada”, diz o professor.

O tema foi destaque na maior feira de tecnologia industrial do mundo, a Feira Industrial de Hannover, que dedicou a edição de 2015 à Indústria 4.0. Aliás, a junção de temas como automação industrial, conceito de máquinas que ‘conversam’ entre si e conectividade sem fio surgiu no mesmo evento há quatro anos, como parte da estratégia de alta tecnologia do governo alemão, onde existe uma forte coalizão entre o poder executivo, as empresas e a universidade.  Além da Alemanha, a denominada quarta revolução industrial já está em prática em outros países desenvolvidos, como Estados Unidos, França, Itália e Inglaterra. 

A Indústria 4.0 promoverá mudanças significativas na forma como os trabalhadores executam suas funções, e novos grupos de trabalho serão criados, enquanto outros se tornarão obsoletos. A forma como a Indústria 4.0, especialmente a robótica, substituirá o trabalho humano continua em debate entre os especialistas. Os fabricantes usarão cada vez mais a robótica e outros avanços para ajudar os trabalhadores. Isso significa que o número de empregos com atribuições físicas ou de rotina vai diminuir, enquanto o número de vagas que exijam respostas flexíveis, resolução de problemas e personalização vai aumentar.

De acordo com o professor Arruda, as transformações decorrentes do advento da Indústria 4.0 serão profundas. Para ele, estamos caminhando em direção a um processo de individualização da produção, em contraposição à produção em massa atual. Um exemplo disto é a produção de carros, que será feita de forma individualizada no futuro. Para o professor, haverá também um grande ganho de produtividade na indústria. 

Para Albuquerque, da Siemens, são três os pilares para melhorar a produtividade: eficiência da produção, menor tempo de colocação no mercado e aumento da flexibilidade na linha de montagem. “A indústria 4.0 tem de ajudar a resolver isso”, diz o executivo, que enxerga na variável “tempo” outro ponto de inquietação. É questão de poucos anos para sincronizar ambientes fabris virtuais com as unidades físicas, em que tudo estará conectado: concepção dos produtos, design, testes com novos materiais, protótipos, arquitetura da fábrica, organização da linha de produção, estoque de materiais, entregas etc.

Iniciada na Inglaterra no século 18, a Revolução Industrial levou mais de 100 anos para ganhar escala global. Foram mais de 70 anos para as máquinas a vapor dobrarem a produtividade. “Muito diferente do que ocorreu com a popularização dos computadores e da internet, que revolucionou as nossas vidas em apenas 15 anos”, destaca o executivo da Siemens. (fontes: Portal Metodista/FDC/CNI/Ipesi)

 
 
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