Ir à entrada do site Envie um e-mail Siga-nos no Facebook Assista à Gühring TV
 
 
NEWSLETTER
                                Curta a
  TV Gühring            nossa página YouTube Facebook
Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google Plus Compartilhar em outras redes
ISO 9001 - GÜHRING ISO 9001
Home  /  Novidades  /  Gühring  /  QUAL SERÁ O PREÇO DO PETRÓLEO NO...  

QUAL SERÁ O PREÇO DO PETRÓLEO NO FINAL DESTA DÉCADA?


Quanto vai custar um barril daqui a três anos e meio?

indústria petróleo

Estamos a menos de quatro anos de 2020. Os especialistas diriam que prever o preço do petróleo até lá é mais difícil que acertar sozinho as seis dezenas da Mega Sena, cuja probabilidade é de uma chance em mais de 50 milhões. Por esse motivo, os analistas do setor determinam as principais variáveis que influenciam o mercado e suas condições de contorno e, a partir da avaliação dessas condições, estabelecem cenários que permitam estimar faixas de valores mais prováveis.

Previsões de entidades e empresas mais importantes em termos de análise do setor, como a IEA (International Energy Agency), a IHS, a Wood Mackenzie e até mesmo a EIA (Energy Information Administration), órgão do governo dos EUA, apresentam variações significativas ao longo do tempo. Ao considerarmos o valor mais baixo da previsão mais pessimista e o valor mais alto da previsão mais otimista, estamos falando, nas previsões mais atuais, de uma faixa, em 2020, que varia entre US$ 50.00 e US$ 80.00 o barril do petróleo Brent.

Entretanto, mais útil do que tentar descobrir o valor que efetivamente será praticado nos próximos três ou quatro anos é entender as principais variáveis que influenciam a formação de preços e as possibilidades de sua variação às mudanças do cenário geopolítico internacional. O petróleo é tratado como uma commodity, mas, em decorrência de sua importância na matriz energética mundial e de seu peso na economia, a formação de seu preço acaba envolvendo uma quantidade muito maior de condicionantes e variáveis a ser observada do que outros produtos primários, como o minério de ferro, a soja ou o suco de laranja.   

Assim sendo, é fácil entender o primeiro duelo que se trava, o qual tem a ver com a lei da oferta, que é a dos países exportadores de óleo e gás natural que necessitam da receita de venda para fecharem suas contas, e da procura, decorrente dos países que dependem da importação desse insumo para sobreviver.  Tal duelo ocorre também entre o petróleo e o capital, pois oito dos quinze países mais ricos do mundo, que representam 38% do PIB mundial, dependem da importação do petróleo. Por outro lado, os países que detém 70% das reservas mundiais representam menos que 4% do PIB mundial (dados da CIA-USA) e dependem da exportação do petróleo como sua principal fonte de receita.  

Existem ainda inúmeros outros fatores, igualmente importantes, que exercem forte influência sobre os preços, alguns passíveis de serem previstos e outros nem tanto. Alguns deles serão comentados a seguir.

Merece destaque o crescimento dos países emergentes, principalmente da China e da Índia, países que apresentam percentuais ainda proporcionalmente baixos de consumo de óleo e gás natural em suas matrizes energéticas e, no caso da China, mesmo desacelerando sua economia, ainda está crescendo acima de 6% ao ano e já passou os Estados Unidos como o maior importador de petróleo.

As catástrofes e guerras também são fatores a considerar, pois, se de um lado fenômenos climáticos ou geológicos podem paralisar importantes polos de produção, guerras e conflitos têm o mesmo efeito, dado que grande parte das reservas mundiais se encontra em áreas potencialmente conturbadas. Fatos como os recentes conflitos entre os sunitas da Arábia Saudita e os xiitas do Irã também podem reverter esse quadro.

Outros fatores contribuem para a complexidade do tema, como o consumo de matérias primas para a indústria petroquímica, o desenvolvimento de energias alternativas, as ameaças ao meio ambiente, a concorrência com o gás natural, as práticas de redução de consumo, as novas fronteiras de produção, como as areias betuminosas do Canadá, o shale oil dos Estados Unidos e até mesmo o nosso pré-sal, cuja viabilidade é fortemente dependente do preço do óleo. 

Finalizando, quando o preço do barril está muito baixo, os recursos para novos investimentos ficam comprometidos e a queda natural da produção não é compensada com produção nova, contribuindo, assim, para a redução da oferta e o consequente aumento do preço. A dica está dada: Para estimar o preço do petróleo ao fim desta década, basta acompanhar, dentre outras, as variáveis acima. E pode estar certo: Se você acertar foi por mero acaso, pois, apesar de existir um número infinito de pontos em uma mesa de bilhar, em um deles a bola vai ter que parar. (FONTE: Abimaq)

 
 
Gühring Brasil ·  Av. Tranquillo Giannini, 1051  ·  Distrito Industrial  ·  13329-600 Salto, SP  ·  T 11 2842-3066 · F 11 2842-3091