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O SOL É UM GRANDE BUSINESS


O país tem enorme potencial para gerar energia a partir da luz solar

energia solar

Você conhece um símbolo tão brasileiro quanto o sol? O Brasil é um dos poucos países no mundo que recebem uma insolação (número de horas de brilho do Sol) superior a 3000 horas por ano. A região Nordeste conta com uma incidência média diária entre 4,5 a 6 kWh. Por si sós estes números colocam o país em destaque no que se refere ao potencial solar.  De acordo com o Atlas de Irradiação Solar no Brasil, diariamente a energia vinda dos raios solares incide entre 4500 a 6300 Wh/m2 no país (watt-hora é a quantidade energia produzida ou disponível em um metro quadrado).  Para se ter ideia, o local mais ensolarado da Alemanha recebe 40% menos luz do sol que o lugar menos ensolarado do Brasil. Isso deveria ser suficiente para alavancar a energia fotovoltaica, mais conhecida como energia solar, que pode ser gerada mesmo em dias nublados ou chuvosos. 

A capacidade instalada no Brasil, levando em conta todos os tipos de usinas que produzem energia elétrica, é da ordem de 132 gigawatts (GW). Deste total, menos de 0,0008% é produzida com sistemas solares fotovoltaicos. “Só esse dado já nos faz refletir sobre as causas que levam nosso país a tão baixa utilização dessa fonte energética abundante, e com características únicas. Diante de tal fartura, por que persistimos em negar tão grande potencial? ”, indaga Heitor Scalambrini Costa, professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Pernambuco e especialista em energias renováveis. O acadêmico acrescenta que, por dezenas de anos, os gestores do sistema elétrico (praticamente os mesmos) insistiram em bater na tecla de que a fonte solar é cara, portanto inviável economicamente, quando comparada com as tradicionais”, ressalta.

“O que precisa ser dito claramente, para explicar o porquê da baixa utilização da energia solar fotovoltaica no país, é que ela não tem apoio, estímulo, nem neste, nem nos governos passados. A política energética na área da geração simplesmente relega essa fonte energética. Por isso, em pleno século XXI, a contribuição da eletricidade solar na matriz elétrica brasileira é pífia, praticamente inexiste”, diz Costa.

A realização recente de dois leilões exclusivos para essa fonte energética deixou claro que não basta simplesmente realizar o pregão. É necessário que o preço final seja competitivo para garantir a viabilidade das instalações. A energia solar foi o grande destaque no último leilão, realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em novembro, onde foram negociados 33 projetos de energia solar fotovoltaica, movimentando mais de R$ 4,3 bilhões. Com esse último resultado, somado aos dois leilões anteriores dessa fonte, o Brasil já tem contratados 3.206,9 megawatts-pico (MWp) de potência, em 94 empreendimentos da fonte solar fotovoltaica, somando R$ 12,9 bilhões em investimentos.

O professor Costa ressalta que a geração descentralizada — aquela gerada pelos sistemas instalados nos telhados das residências — praticamente não recebe nenhum apoio e consideração governamental. Apesar do enorme interesse que desperta, segundo pesquisas de opinião realizadas. Em janeiro de 2013, a Norma Resolutiva 482/2012, da Aneel, estabeleceu regras para a micro (até 100 kW) e a mini geração (entre 100 kW e 1.000 kW). Permitiu, em tese, que consumidores possam gerar sua própria energia e trocar o excedente por créditos, que dão desconto em futuras contas de luz. Mas não alavancou o uso desta fonte energética. Os dados estão aí para serem vistos.

Segundo a própria Aneel, o número de sistemas desse tipo implantados passou de 8 (de janeiro a março de 2013) para 725 (entre abril e junho de 2015). Desse total, 681 são sistemas fotovoltaicos, 4 biogás, 1 biomassa, 11 solar/eólica, 1 hidráulico e 27 eólicos. “São números insignificantes quando comparados, por exemplo, com a Alemanha, que dispõe de mais de um milhão de sistemas instalados nos telhados das residências”, informa o professor.

Fica evidente que persistem obstáculos para uma maior participação da eletricidade solar na matriz elétrica. Para transpor os obstáculos, são necessárias políticas públicas voltadas ao incentivo da energia solar. Por exemplo: a criação, pelos bancos oficiais, de linhas de credito para financiamento com juros baixos; a redução de impostos tanto para os equipamentos como para a energia gerada; a possibilidade de utilizar o FGTS para a compra dos equipamentos e mais informação através de propaganda institucional sobre os benefícios e as vantagens da tecnologia solar.

Segundo Costa, o que também dificulta enormemente a geração descentralizada é a atitude das distribuidoras de energia. “Elas administram todo o processo, desde a análise do projeto inicial de engenharia até a conexão à rede elétrica. Cabe a elas efetuar a ligação na rede elétrica, depois de um burocrático e longo processo administrativo realizado pelo consumidor junto à companhia”, lamenta o professor. (fonte: CartaCapital)

 
 
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