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O FAMIGERADO “CUSTO BRASIL”


Alta carga tributária, burocracia e logística ineficiente. Mas é somente isso?

Quando se fala em competitividade, a primeira coisa que vem em nossa mente é o famigerado “Custo Brasil”. Segundo a Abimaq, produzir no Brasil custa, em média, 37% mais do que fabricar o mesmo produto em países desenvolvidos como a Alemanha e os EUA.  É fato reconhecido que o “Custo Brasil” seja o grande culpado.  Mas o peso de cada um de seus fatores, entretanto, é muito menos conhecido, o que tem levado muitos formadores de opinião a considerar que ele se restringe apenas a dois outrês componentes:  carga tributária elevada, excesso de burocracia ou logística deficiente.

“Na realidade, o câmbio apreciado é, de longe, seu principal vilão, contribuindo com quase metade do total”, ressalta Mario Bernardini, diretor de competitividade da Abimaq. Em ordem decrescente de importância, ele cita o impacto dos juros na cadeia produtiva, cujo diferencial, em relação a nossos concorrentes internacionais, acrescenta algo como 6,5 pontos percentuais, e o sistema tributário brasileiro, “perverso e confuso que, graças aos impostos não recuperáveis, embutidos nos preços de nossos produtos,adiciona quase mais 6 pontos a nossos custos”, diz.

Bernardini observa que além da logística deficiente, da burocracia, do custo da energia e da insegurança jurídica e regulatória, é importante ressaltar que os três principais fatores, já citados, ou seja,câmbio muito valorizado, juros e sistema tributário (e não a carga tributária, por mais exagerada que seja) respondem por mais de dois terços do total do “Custo Brasil”.

Nos últimos anos a solução para a competitividade da indústria brasileira já passou, sucessivamente, por maiores investimentos em tecnologia, pelo aumento da inovação, pela participação nas cadeias globais de valor, pela maior produtividade do trabalhador brasileiro e, finalmente, por novos acordos comerciais bilaterais ou multilaterais e por mais abertura.

“Todos são itens importantes, mas não atingem o essencial”, ressalta o diretor da Abimaq. O grosso dos problemas da indústria brasileira, segundo ele, deriva de fatores sistêmicos que, como o próprio nome diz, são de responsabilidade do Brasil que, lamentavelmente, oferece a quem produz ou quer produzir no país um ambiente hostil, tanto no campo micro e macro econômico, quanto nas normas legais e regulatórias, prolixas e confusas, que levam a uma forte insegurança jurídica, ou ainda na infraestrutura deficiente e cara.

Na visão de Bernardini, nas atuais condições, sem competitividade e sem um forte setor de serviços que nos leve para cima na cadeia de valor, “vamos ficar restritos às operações mais simples destas cadeias, entrando basicamente com matérias primas e mão de obra barata”. A questão central é como se integrar nestas cadeias com produtos e serviços de maior valor agregado. Do mesmo modo, não é a simples assinatura de mais acordos comerciais que vai aumentar a exportação de nossos manufaturados e, sim, a recuperação da competitividade de nossos produtos.

Na realidade, os “novos fatores”, apresentados como se cada um fosse nosso problema central, isoladamente, não resolvem a questão da competitividade de nossa indústria. Atacá-los pode ajudar a melhorar a produtividade da indústria brasileira, sem dúvida, desde que as causas principais de nossa ineficiência sejam enfrentadas antes, conforme a ordem de importância estabelecida pelo peso dos diversos itens do “Custo Brasil”.

 

A necessidade de ganharmos tempo na recuperação de nosso atraso tanto na competitividade sistêmica quanto na setorial e empresarial justifica atacarmos vários fatores simultaneamente, mas sempre sem perder de vista a importância de cada um. “A construção de nossa competitividade deve começar pelas fundações e pelas colunas de sustentação em seguida, e não pelo teto, se quisermos ser bem sucedidos”, conclui Bernardini. (fonte: ABIMAQ) 

 
 
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