Ir à entrada do site Envie um e-mail Siga-nos no Facebook Assista à Gühring TV
 
 
NEWSLETTER
                                Curta a
  TV Gühring            nossa página YouTube Facebook
Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google Plus Compartilhar em outras redes
ISO 9001 - GÜHRING ISO 9001
Home  /  Novidades  /  Gühring  /  MOMENTOS DE TRANSIÇÃO?  

MOMENTOS DE TRANSIÇÃO?


Algumas medidas econômicas são consideradas "dolorosas", mas necessárias.

É "lógico" que o empresário não gosta de aumento de impostos e restrição de crédito, mas há um entendimento de que, para colocar a inflação sob controle, é necessário um momento de transição. "Conversando com outros empresários, tenho a impressão de que há uma confiança de que, em breve, o Brasil mudará as expectativas e voltará para um modelo mais otimista", afirmou Cledorvino Belini presidente do grupo Fiat Crysler Automobiles (FCA) na América Latina

As medidas anunciadas neste início de ano, como aumento de impostos e "realismo tarifário" no setor elétrico, são consideradas "dolorosas", mas contribuem para alguma melhora da confiança de empresários e representantes de associações industriais.  Depois do tombo de 2,8% da produção em dezembro, a percepção geral é que janeiro, já um mês morno por causa da sazonalidade, foi mais fraco do que igual período de 2014, e não há perspectiva de recuperação no primeiro semestre.

O aumento de juros e a necessidade de se programar para lidar com um eventual racionamento de energia e água complicam um cenário que já era ruim no ano passado. Para os empresários, a "luz no fim do túnel" deverá ocorrer somente a partir do segundo semestre, e nem mesmo a desvalorização do câmbio pode garantir esse aumento da atividade industrial.

 Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), a confiança da indústria subiu 1,9% em janeiro. Ainda assim, no curto prazo, o cenário é desanimador. O setor de máquinas e equipamentos relata que os investimentos estão paralisados e que o segmento provavelmente teve demissões em janeiro. "O ano começou com uma série de dificuldades, como aumento da taxa de juros, de impostos e do preço da energia. O cenário não é bom", diz Carlos Pastoriza, presidente da Abimaq, que reúne os fabricantes de máquinas e equipamentos.

"Estamos conversando com o governo para que, além do pacote do mal, também tenhamos o pacote do bem". Pastoriza reconhece que pensar em redução da carga tributária é "sonho" neste momento, mas avalia que uma reforma que simplificasse a cobrança de tributos já amenizaria os efeitos negativos do aumento de custos neste ano, por exemplo. "Temos que criar condições para retomada da economia, e não só elevar impostos", afirma o executivo da Abimaq. Sem essa agenda, diz, o faturamento do ramo deve encerrar o ano com queda de 6% do faturamento real, após tombo de 14% em 2014.

Fabricantes de material de construção, por exemplo, reduziram o uso de sua capacidade instalada em janeiro, indício de queda da produção. Segundo levantamento da Abramat, que reúne as empresas do setor, o nível de utilização da capacidade diminuiu de 81% em dezembro para 78% no primeiro mês do ano, abaixo da média histórica de 82%.

Luiz Cézar Rochel, gerente do departamento econômico da Abinee, entidade que reune as empresas de equipamentos elétricos e eletrônicos, afirma que janeiro é sazonalmente um mês parado para o setor, mas mesmo assim deve ter sido pior do que igual mês de 2014. "Não houve nenhuma melhora em relação a dezembro, nem nenhum fator positivo que tenha estimulado a retomada da atividade. Pelo contrário", diz.

Fernando Pimentel, diretor da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), trabalha com relativa estabilidade da produção em 2015 e em janeiro sobre dezembro. Devido ao quadro de incertezas elevadas, os pedidos do varejo têm sido feitos de última hora, afirma o diretor, o que prejudica o planejamento das fábricas. O ponto mais animador do cenário em 2015 é que “finalmente temos reconhecimento de que a situação é séria e que é necessário promover ajustes", afirma Heitor Klein, presidente da Abicalçados. (fonte: VALOR/ABIMAQ)

 
 
Gühring Brasil ·  Av. Tranquillo Giannini, 1051  ·  Distrito Industrial  ·  13329-600 Salto, SP  ·  T 11 2842-3066 · F 11 2842-3091