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INVESTIDORES TÊM INTERESSE NO BRASIL, SIM!


A preocupação maior do investidor externo recai sem dúvida sobre as incertezas macroeconômicas. Escândalos vêm e vão em todo governo.

Investidores que olham para o Brasil não acham que estão investindo na Califórnia. “É um mercado emergente e dele se espera maior risco e também os mais altos retornos e não há muitos países no mundo hoje em que investidores podem encontrar bons retornos em meio a esse ambiente de alta liquidez e baixas taxas de juros", afirma nova-iorquina Karen Harris, diretora de macrotendências da consultoria de negócios global Bain & Company. A empresa tem escritórios em São Paulo, desde 1997 e no Rio, desde 2011.

Nada como um olhar à distância. Enquanto o investidor local reforça os níveis de desconfiança com relação à economia, o estrangeiro mostra interesse firme pelo país, especialmente com relação às oportunidades em infraestrutura, diz Karen afirmando que "alguns deles estão cortando China e especialmente a Rússia de seus portfólios", diz.

Pela segunda vez no Brasil para uma apresentação que reuniu cerca de 200 clientes e grandes executivos em São Paulo, recentemente, Karen se diz surpresa com o nível de pessimismo local, em nada parecido com o humor externo em relação ao país. "Sinto que, talvez, o sentimento de curto prazo esteja correto, mas a visão de longo prazo está pessimista demais, dadas as oportunidades do país".

Em um mundo marcado pela escassez de demanda, diz a executiva, investidores institucionais como fundações e fundos de private equity estão em busca de desafios como os apresentados por países como Brasil e Índia, únicos entre as maiores economias a contar com uma demanda superior à oferta. "Qualquer um que já tentou chegar a um compromisso sob chuva em São Paulo pode te falar a respeito dos desafios em infraestrutura", diz Karen.

Essa necessidade de investimento em infraestrutura, afirma, combina perfeitamente com um mundo no qual a escassez de recursos deve se manter como o menor dos desafios por um tempo considerável. A consultora ressalta que, em 1990, a relação entre ativos financeiros e PIB global era de 6,5 vezes. Em 2010 chegava a dez vezes. "E isso vai se manter nesse nível ao menos até o fim da década", acredita.

Entre os ativos, Karen diz que seus clientes estão enxergando oportunidades na construção de portos, por exemplo, como forma de melhorar o transporte de mercadorias que saem do país. A regulação local, no entanto, ainda é uma preocupação. "Há oportunidades para melhorar as regras. A questão é como o governo quer que isso ocorra: da forma mais barata no curto prazo, o maior retorno para o governo ou a melhor qualidade? Há várias respostas e a forma como elas são dadas interfere em quem vai ser envolvido na concessão e como".

Entre o risco político e os desafios econômicos, Karen diz que a preocupação maior do investidor externo recai sem dúvida sobre as incertezas macroeconômicas - o fim do ciclo de commodities, desafios em infraestrutura e as leis trabalhistas locais preocupam mais do que corrupção no governo. "Na avaliação dos meus clientes, escândalos vêm e vão em todo governo. A transparência e a estabilidade com que a coisa toda é tratada são mais importantes do que erros individuais".

Segundo Karen, é preciso pensar o Brasil em um contexto mais amplo. Entre os Brics, por exemplo, sigla que para ela soa um tanto reducionista, a campanha anticorrupção chinesa pode ser oportuna, mas não parece construir um senso forte de transparência, enquanto a Rússia parece longe de zelar pelos interesses de investidores estrangeiros. "Já em relação à Petrobras, há um sentimento de quem está acompanhando de que as autoridades estão atrás dos culpados", diz.

 

Karen rejeita a ideia de uma retomada do crescimento brasileiro nos níveis vistos nos anos de forte expansão e não descarta um período de recessão. "Tenho uma visão moderada sobre o Brasil com oportunidades e desafios. O mercado hoje está particularmente pessimista, mas é uma visão bastante diferente de uma companhia em busca de oportunidades de longo prazo". (fonte: Valor Econômico)

 
 
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