Ir à entrada do site Envie um e-mail Siga-nos no Facebook Assista à Gühring TV
 
 
NEWSLETTER
                                Curta a
  TV Gühring            nossa página YouTube Facebook
Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google Plus Compartilhar em outras redes
ISO 9001 - GÜHRING ISO 9001
Home  /  Novidades  /  Gühring  /  CONECTIVIDADE NA MANUFATURA  

CONECTIVIDADE NA MANUFATURA


Na “Indústria 4.0” toda a cadeia de produção é automatizada e digitalizada

Industria 4.0

Acredite: a quarta revolução industrial está em curso e não demorará para se tornar realidade. Ela se chama “Indústria 4.0” e foi nomeada assim por um grupo liderado por empresários, acadêmicos e políticos. “Trata-se da chamada fábrica inteligente, em que trabalhadores, máquinas, produtos e matérias-primas se conectam e se comunicam em período integral, de forma tão natural quanto pessoas numa rede social”, compara Rogério Luiz de Albuquerque, gerente da Siemens Industry Software.

A planta industrial da companhia em Amberg, na Baviera, é um modelo de Indústria 4.0. Nela, os produtos se comunicam com o maquinário e são controlados via TI, otimizando todos os processos da planta. O produto é tocado por mãos humanas apenas no início do ciclo, quando o componente básico – uma placa de circuito impresso – é colocado na linha de montagem. A fábrica produz cerca de 15 milhões de produtos por ano. Isso significa que a cada minuto dos 230 dias úteis do ano um produto sai da fábrica. A produção, amplamente automatizada, atua com máquinas e computadores que são responsáveis por 75% da cadeia de valor, sendo gerenciados por funcionários que continuam indispensáveis para o desenvolvimento de produtos e processos de manufatura.

O assunto foi tema da maior feira de tecnologia industrial do mundo, a Feira Industrial de Hannover, que dedicou a edição de 2015 à Indústria 4.0. Aliás, a junção de temas como automação industrial, conceito de máquinas que ‘conversam’ entre si e conectividade sem fio surgiu no mesmo evento há quatro anos, como parte da estratégia de alta tecnologia do governo alemão, onde existe uma forte coalizão entre o poder executivo, as empresas e a universidade.  Além da Alemanha, a denominada quarta revolução industrial já está em prática em outros países desenvolvidos como Estados Unidos, França, Itália e Inglaterra. 

Por aqui o conceito está engatinhando. Mesmo porque grande parte do parque industrial ainda nem chegou à terceira revolução. Para se ter ideia, as vendas de robôs na China, em 2013, alcançaram cerca de 37 mil unidades. Na Coreia do Sul, 21 mil, em contraponto às 1,3 mil unidades no Brasil. A idade média das máquinas nos EUA é de sete anos, na Alemanha são 5 anos, contra 17 anos no Brasil. Já a produtividade do trabalho na indústria, para uma referência 100 nos Estados Unidos, chega a 80 na França, 74 na Alemanha e apenas 18 no Brasil, conforme estudos da Fundação Getúlio Vargas.

Mesmo assim, algumas empresas no país, como Ambev, Volkswagen e Embraer, já entraram na era da indústria 4.0. A fabricante de aeronaves trabalha com a virtualização da produção, desde o componente mais básico até a entrega da aeronave, antes de iniciar o processo de fabricação. Isso possibilita a Embraer simular e antecipar processos para produzir com mais qualidade, rapidez, maior produtividade e redução de custos.

Mas o que move a produção para as fábricas inteligentes é também a corrida pela alta produtividade. Calcula-se que esse ganho possa chegar a 40% nas fábricas onde linhas de montagem e produtos “conversam” e até mesmo unidades externas, em diferentes lugares, colaboram com informações sobre compras e estoques. Além disso, defeitos até agora detectados somente no produto final podem ser corrigidos ainda na fase de preparação, por meio de testes virtuais.     

A “Indústria 4.0” promoverá mudanças significativas na forma como os trabalhadores executam suas funções, e novos grupos de trabalho serão criados, enquanto outros se tornarão obsoletos. A forma como a “Indústria 4.0”, especialmente a robótica, substituirá o trabalho humano continua em debate entre os especialistas. Os fabricantes usarão cada vez mais a robótica e outros avanços para ajudar os trabalhadores. Isso significa que o número de empregos com atribuições físicas ou de rotina vai diminuir, enquanto o número de vagas que exijam respostas flexíveis, resolução de problemas e personalização vai aumentar.

Para entender como a mão de obra industrial vai evoluir com a “Indústria 4.0”, a empresa de consultoria global, Boston Consulting Group (BCG), que tem escritórios no Brasil, desenvolveu recentemente um estudo onde foram analisados os efeitos que essas novas tecnologias terão na indústria de manufatura alemã. A previsão é um aumento líquido de cerca de 350 mil empregos na Alemanha até 2025. O aumento na utilização da robótica e informatização irá reduzir o número de postos de trabalho na montagem e produção em cerca de 610 mil. Entretanto, essa queda será compensada pela criação de cerca de 960 mil novos postos de trabalho, especialmente nas áreas de TI e ciência de dados.

Albuquerque, da Siemens, ressalta que são três os pilares para melhorar a produtividade: eficiência da produção, menor tempo de colocação no mercado e aumento da flexibilidade na linha de montagem. “A indústria 4.0 tem que ajudar a resolver isso”, diz o executivo, que enxerga na variável “tempo” outro ponto de inquietação. É questão de poucos anos sincronizar ambientes fabris virtuais com a unidade física, em que tudo estará conectado: concepção dos produtos, design, testes com novos materiais, protótipos, arquitetura da fábrica, organização da linha de produção, estoque de materiais, entregas etc.

A Revolução Industrial que começou na Inglaterra no século 18 demorou mais de 100 anos para ganhar escala global. As máquinas a vapor levaram 70 anos para dobrar a produtividade. “Mas a popularização dos computadores e da internet ocorreu em apenas 15 anos”, lembra o executivo da Siemens. (fontes: Portal Metodista/FGV/Ipesi)

 
 
Gühring Brasil ·  Av. Tranquillo Giannini, 1051  ·  Distrito Industrial  ·  13329-600 Salto, SP  ·  T 11 2842-3066 · F 11 2842-3091