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CNI PREGA MAIS COMPETITIVIDADE


Para isso, sugere reforma tributária, flexibilização das relações de trabalho e investimentos em infraestrutura

INVESTIMENTO

Estamos próximos de eleições presidenciais, e as entidades de classe começam a se articular para apresentar suas propostas aos candidatos. É o caso da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que acaba de apresentar um documento sugerindo algumas mudanças prioritárias ao futuro mandatário do país. As propostas fazem parte de 42 estudos organizados pela entidade.

Na visão de José Augusto Fernandes, diretor de Políticas e Estratégias da CNI, o país se tornou “caro e pouco competitivo” em função de fatores como custo de energia, transporte, burocracia, distorções no sistema tributário e taxas de juros. As prioridades da CNI, dentro de dez fatores-chave para elevar a competitividade, são: educação; ambiente macroeconômico; eficiência do Estado; segurança jurídica e burocracia; desenvolvimento de mercados; relações de trabalho; financiamento; infraestrutura; tributação; inovação e produtividade.

De acordo com diagnóstico da CNI, de 2000 a 2010 o valor médio do investimento em infraestrutura no Brasil correspondeu a 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas de um país), o equivalente a aproximadamente R$ 73 bilhões ao ano. A entidade destaca que o gasto deveria alcançar 5% do PIB, ou R$ 175 bilhões ao ano.

No caso das relações de trabalho, a CNI considera a legislação atual “rígida”. Outras demandas da CNI são: melhorar o processo de desoneração da folha de pagamento, aumentar o número de tratados internacionais para evitar dupla tributação, permitir ampla compensação de saldos credores de tributos federais, ampliar gradativamente prazos para pagamentos de tributos e, ainda, resolver a questão dos incentivos fiscais no caso do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), usada como instrumento da chamada “guerra fiscal”. Os tributos elevam em 10,6% o custo de levantamento de uma planta industrial no Brasil. A entidade defende uma reforma no sistema tributário que priorize o fim da cumulatividade de impostos, a desoneração dos investimentos e das exportações.

De acordo com Fernandes, o objetivo do recente encontro entre os candidatos e cerca de 700 empresários foi fazer com que os presidenciáveis tivessem a oportunidade de ouvir as propostas da indústria. Segundo o executivo, a CNI não deve declarar apoio a um candidato específico. “Nossa entidade não escolhe candidatos. Procura influenciá-los, mostrar sua agenda e discutir suas opções”. (fontes: Ag. Brasil / Portal CNI)

 
 
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