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BRASIL ENTRA PARA O SELETO GRUPO DA MINERAÇÃO SUBMARINA

31/07/2014

E se torna o primeiro país do hemisfério Sul a conseguir a permissão

A Autoridade Internacional de Fundos Marinhos (Isba), órgão vinculado à ONU, autorizou o governo brasileiro a explorar recursos minerais em águas internacionais do oceano Atlântico. A mineração submarina é considerada uma nova fronteira na busca por metais preciosos, como cobalto, níquel, manganês, cobre e ouro, que se tornaram essenciais na economia mundial moderna. A prospecção abrange outros metais estratégicos usados na indústria, principalmente nas de alta tecnologia, como lítio, nióbio, tório, bismuto, platina, cério, európio, molibdênio, zircônio, tântalo, telúrio e tungstênio. 

A autorização confere ao país o direito de atuar por 15 anos em uma área de 3 mil quilômetros quadrados na região do Atlântico conhecida como Elevação do Rio Grande, localizada a cerca de 1,5 mil km da costa do Rio de Janeiro. O Brasil torna-se o primeiro país do hemisfério Sul a ter aprovado um plano de exploração na área internacional dos oceanos, considerada patrimônio comum da humanidade pela ONU.

Além do Brasil, a ONU concedeu outras seis novas permissões a empresas públicas e estatais do Reino Unido, da Alemanha, da Rússia, de Cingapura, das Ilhas Cook e da Índia. Com isso, a área total do leito oceânico liberada para exploração foi ampliada para 1,2 milhão de quilômetros quadrados, sob um total de 26 permissões de exploração científica.

Foram investidos pelo governo brasileiro, por meio do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), R$ 90 milhões ao longo de quatro anos de estudos sobre o potencial geológico desta área. Esses estudos contaram com a participação de 60 pesquisadores e universitários, de diferentes instituições, das áreas de geologia, biologia, geofísica e oceonografia. (fontes: BBC / CRPM)