Ir à entrada do site Envie um e-mail Siga-nos no Facebook Assista à Gühring TV
 
 
NEWSLETTER
                                Curta a
  TV Gühring            nossa página YouTube Facebook
Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google Plus Compartilhar em outras redes
ISO 9001 - GÜHRING ISO 9001
Home  /  Novidades  /  Gühring  /  APESAR DA CRISE, EXISTEM JANELAS DE...  

APESAR DA CRISE, EXISTEM JANELAS DE OPORTUNIDADES


É nos momentos de caos que se abre espaço para grandes reformas

oportunidade

Com um cenário projetando queda do PIB na ordem dos 3%, há expectativas de que a indústria, por meio do aumento de exportações de manufaturados e da recuperação de parte do market share no mercado interno, possa cumprir seu papel que é o propor alternativas para o desenvolvimento do Brasil.  Em crises anteriores, a história mostrou que a indústria era a saída, uma vez que desde a Revolução Industrial, na Inglaterra, tem sido fator decisivo nas sociedades modernas, gerando emprego, inovação e bem-estar social. Com tema desafiador e multidisciplinar, a Abimaq realizou em setembro passado o 1º Congresso Brasileiro da Indústria de Máquinas e Equipamentos, com o objetivo de promover o debate e buscar soluções para suas associadas, em particular, e para a indústria de transformação em geral.

Carlos Pastoriza, presidente do Conselho de Administração da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) afirmou que, apesar do momento difícil por que passam a economia e a indústria, o Brasil faz parte de um grupo seleto de países que tem uma indústria de transformação, produz e exporta bens de capital. “Porém, essa mesma indústria sofre com uma taxa de juros absurda  e um sistema tributário irracional, que beneficia a importação, o que tem provocado a desindustrialização”, explica.

Pastoriza destacou ainda que esse processo desastroso prejudicou o tecido industrial e fez com que o PIB e os empregos qualificados caíssem brutalmente. “Há três anos, o setor caiu 30%, o que significa que o país não está investindo, e isso é grave”, afirmou o presidente.

E ele continuou seu raciocínio: “se quisermos ter soberania tecnológica, valor agregado e crescimento do PIB de modo sustentável, isso depende somente de nós. Existe um ditado que diz que não há governo que não se movimente sob pressão. É hora de aprendermos a fazer pressão”, afirmou Pastoriza, no encerramento do congresso. O executivo destacou três ações políticas conduzidas pela entidade:

 1. Coalizão da Indústria – Trabalho para a Competitividade e o Desenvolvimento, em fase de realização de estudos com intuito de sugerir ao governo soluções para o combate do tripé do mal, formado por juros, tributos e câmbio;

2. Lançamento da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos. É a primeira vez, em quase 80 anos, que o setor tem uma Frente Parlamentar organizada e oficializada no Congresso para defender os interesses do segmento; 

3. Movimento de rua, intitulado “Grito de alerta em Defesa da Indústria e do Emprego”. O objetivo é mostrar para a sociedade, o governo e as mídias o estado de desagregação em que se encontra a indústria brasileira por conta dos ajustes no país. 

“É nessas horas de caos que se abre espaço para grandes reformas, em situações normais o comodismo pode fazer com que tudo fique como está. Uma coisa que a Abimaq não está é acomodada. Vamos fazer mais coisas nesse sentido, pois o efeito é muito grande”, ressaltou Pastoriza.

Com a participação de autoridades governamentais, lideranças empresariais e setoriais, o evento discutiu temas como:  a reindustrialização do Brasil;  a  indústria de bens de capital como vetor de crescimento; a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor; desenvolvimento e política industrial; inovação; financiamento, produtividade e competitividade.

Janela de oportunidades

Para Luciano Coutinho, presidente do BNDEs e um dos palestrantes do evento, é possível perfeitamente ultrapassar as dificuldades. “É necessário um milhão de esforços em todos os planos para acelerar o processo. Não podemos perder de vista que a perspectiva em relação à taxa de câmbio é muito mais favorável em matéria de desenvolvimento da indústria, mas o processo inicial de ajustamento é difícil e doloroso”, disse.

Segundo Coutinho, a aceleração do crescimento aumentará a demanda por energia, e deverá acelerar também o investimento em geração, transmissão e distribuição no processo. “Por isso, apesar de reconhecer o momento de dificuldades por que passa a economia brasileira, reconheço também que este momento pode ser de abertura de uma janela de oportunidades, especialmente para setores como o de infraestrutura, energia, óleo e gás, como detentores de potenciais significativos de crescimento e merecedores de investimentos”, considerou ele.

Ao falar sobre produtividade e competitividade, Jorge Gerdau, presidente do Conselho de Administração da Gerdau, disse que “juros, câmbio, carga tributária, cumulatividade dos impostos, relações trabalhistas, custo de energia elétrica e falta de logística são os principais motivos de as empresas brasileiras não conseguirem competir no cenário internacional”.  Gerdau destacou ainda a incapacidade de gestão do setor público: “os ajustes atuais são tremendamente acanhados porque não criamos a consciência de debater com profundidade e eficiência o que é necessário para fazer o ajuste considerando tudo que existe, qual é o retorno e o benefício”.

Na visão do empresário, o descontentamento com a carga tributária é uma realidade, “uma vez que pagamos quase 27%, mas temos 6% de déficit. O sistema tributário do Brasil é absolutamente fora da realidade. Todos os países da América Latina têm uma carga tributária de 20%. Temos que levar em conta ainda que o nosso custo dos juros no processo produtivo é seis vezes maior que o dos EUA. Temos, no mínimo, de 8% a 12% de juros sobre o faturamento, o que acaba tirando qualquer competitividade da indústria”, finalizou Gerdau. 

 
 
Gühring Brasil ·  Av. Tranquillo Giannini, 1051  ·  Distrito Industrial  ·  13329-600 Salto, SP  ·  T 11 2842-3066 · F 11 2842-3091