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Estratégia para nanotecnologia integra indústria e academia

06/02/2018

É impossível desenvolver tecnologias avançadas sem a nanotecnologia



O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) estima que o mercado de nanotecnologia no Brasil gire em torno de R$ 200 milhões, frente a um mercado mundial de R$ 5 trilhões. A nanotecnologia é uma inovação que aprimora propriedades de uma infinidade de materiais em nível atômico e, por isso, é uma das áreas mais promissoras para a indústria brasileira. Em um futuro próximo, essa tecnologia vai desenvolver, por exemplo, roupas inteligentes capazes de monitorar sinais vitais do corpo humano.

Fazer a pesquisa chegar ao mercado não é o único entrave para o desenvolvimento da nanotecnologia no Brasil. A área demanda profissionais qualificados, vindos de cursos como engenharia, biologia, farmácia e química. Para que o Brasil seja mais competitivo na área, o número de pesquisas em nanotecnologia no país precisa crescer. É o que avalia o relatório desenvolvido para o Projeto Indústria 2027, que avalia como 8 grupos de tecnologia vão impactar 10 setores produtivos da economia nos próximos 5 e 10 anos.

O estudo cita dados da Web of Science, de 2017, que mostram que a China é o país que mais produz ciência na área de nanotecnologia (24,4%). O Brasil, segundo a publicação, está em 18º lugar, o que equivale a 1,4% de participação na produção de conhecimento na área.
Leandro Berti, PhD em nanotecnologia e coordenador-geral de Desenvolvimento e Inovação em Tecnologias Convergentes e Habilitadoras, do MCTIC, revela que o ministério está debruçado na elaboração de um plano estratégico de ciência, tecnologia e inovação, cujo objetivo é integrar academia e indústria.
“Pesquisadores e empresários precisam se reunir mais para entenderem o universo um do outro. A nanotecnologia deve receber a atenção que merece. Temos políticas públicas para a área, mas precisamos de mais avanços, ou ficaremos para trás”, explica Berti.

O MCTIC também prepara o Marco Regulatório para Nanotecnologia no Brasil, sendo a nanossegurança na cadeia de valor de nanomateriais e nanoprodutos uma das vertentes. “O marco regulatório traz segurança jurídica para investimentos e para segurança ocupacional, ambiental e na saúde. Possibilita avançarmos de maneira correta”, finaliza Berti. (fonte: Portal da Indústria)